Pausa para Indicação Cinematográfica I

Apesar de eu ser um ser altamente sociável, resolvi ficar o a noite do dia 24/12 em casa assistindo a alguns filmes e bebendo algo. Está é a lista dos filmes selecionados para a grande noite:

Na Natureza Selvagem – 2007

Onde Vivem os Monstros – 2009


500 Dias com Ela – 2009


A Felicidade Não se Compra – 1946

Dos quatro apenas Na Natureza Selvagem eu já assisti anteriormente, mas merece estar na lista. Espero que os outros correspondam às expectativas! Feliz Natal a todos! Que vocês possam estar com o maior número de pessoas com quem gostariam de estar!

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Pausa para Indicação Musical III

Isso aqui anda meio abandonado. Eu não tenho tido muita vontade de ler jornal, revista ou em sites de busca de informação. Na verdade eu continuo lendo tudo isso, mas não tenho querido me deter em assuntos Desagradaveis e parar para escrever e pensar. Detido Tenho meus pensamentos em outras coisas, política e educação que não, tenho escrito outras coisas.

No entanto, para não abandonar completamente, com indicações como virei. Por agora, as músicas que tem encabeçado minha trilha sonora neste fim de ano.

Arms of a Woman – Amos Lee

Rocket”>http://www.youtube.com/watch?v=ymXPT62lYMI] Rocket TdEFOOc4 http://www.youtube.com/watch?v=Kl- & feature = related]

Rocket Man – My Morning Jacket

Where To Begin – My Morning Jacket

Paranoid – Gus Black

Depois com os filmes assistidos volto reservados para Serem dia de Natal e adjacentes.

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Imagine 100.000 pessoas nas ruas lutando por seus direitos!

No último sábado, o Ceará garantiu o retorno à primeira divisão do campeonato brasileiro. Fiquei feliz com o fato, pois torço para que o futebol cearense cresça (pena que o Fortaleza caiu). Mas o que me impressionou foi a festa feita no domingo pela torcida ao recepcionar os jogadores. De acordo com a polícia, mais de 10.000 mil pessoas estavam na avenida que dá acesso ao aeroporto! Na avenida João Pessoa, “um mar de gente” fazia festa – a polícia acredita que o número de pessoas chegou a 100.000! Impressionante!

Mas fiquei pensando… “Sim, o futebol é apaixonante e é uma ótima válvula de escape para nos aliviar das tensões do dia-a-dia e para nos fazer esquecer,por breves momentos,de tantos problemas que enfrentamos. Mas, porra, 100.000 mil pessoas sainda à rua para comemorar?? E se todas essas pessoas saissem à rua para cobrar mais transparência do governo, saissem à rua para cobrar o afastamento de políticos corruptos, para cobrar a aprovação, na assembléia, na câmara, no senado, de propostas que trouxessem benefícios à população ou fossem às ruas para protestar contra a aprovação de propostas que vão contra os seus interesses?

Linda, a festa; festa merecida.

Nós precisamos de bons motivos como esse para comemorar e festejar. Mas toda essa disposição fosse, também, direcionada para fins mais…,vamos dizer, políticos, nós teríamos mais motivos para comemorar e menos para lamentar.

“23 de novembro de 2009 por Marcos Montenegro

Mais de 100 mil pessoas pintam a cidade de preto e branco

Não há palavras suficientes para explicar a grandiosidade da festa que a torcida fez junto com o time alvinegro neste fim de semana, após conquistada a vaga que dá acesso à Série A do Campeonato Brasileiro 2010.

Só neste domingo (22), na entrada do aeroporto e dentro dele tinham cerca de 10 mil pessoas, segundo estimativa do coronel Werisleik Pontes. “Eu tou colocando esse número por baixo, porque era muita gente”, disse ao Jangadeiro Online.

Na sede do alvinegro, em Porangabussu, o número saltava para 100 mil torcedores em festa, de acordo com o que informou o Comando de Policiamento da Capital.

A grande massa preto e branco teve que ser desviada do Montese. Seguiu pela Expedicionários e contornou o bairro do Mondubim, até parar em Porangabuçu.

Com informações dos jornais O Povo e Diário do Nordeste”

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Entrevista: Falando sobre Educação

Há alguns meses fui convidado para falar sobre educação em um programa interno de uma faculdade de Jornalismo. Fui, apesar da timidez, porque quem convidou foi um amigo e a segunda opção dele tinha definitivamente descartado o convite. Lembrei desse momento esses dias ao pensar em como esses posts aqui devem ser desestimulantes para quem pensa em ser professor, e até para quem é. Fui rever o vídeo e percebi que só estou detalhando os pensamentos e embasando com fatos e estatísticas o que eu já pensava e percebia. Enfim… o sotaque é ridículo! É horrível ouvir minha própria voz dessa maneira. rsrsrrs……… Mas fica o registro.

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Relatório: “Professores do Brasil: impasses e desafios.” – UNESCO

A UNESCO divulgou em outubro um Relatório sobre a atual situação dos professores do Brasil. Alguém acha que os dados são animadores? Não são.

Publico aqui parte do resumo executivo, com o que considero mais relevante.

Professores no Brasil: impasses e desafios. GATTI, Bernardete; BARRETTO, Elba Siqueira de Sá. Brasília: Unesco, 2009.

 

RESUMO EXECUTIVO

 

O objetivo deste estudo foi o de prover um balanço da situação relativa à formação, carreira e salário dos professores da educação básica no Brasil e situá-lo em um quadro mais amplo de referências que possibilite sinalizar perspectivas de superação dos muitos desafios encontrados, com vistas à melhoria da qualidade da educação e à valorização da profissão docente.

O trabalho intenta obter uma visão abrangente e compreensiva da temática em âmbito nacional e regional, e aborda aspectos que se entrecruzam nesse domínio: a docência no mundo do trabalho, suas características e o perfil dos docentes em exercício; a ordenação legal da formação de professores e decorrências nas políticas de formação; a formação inicial em cursos presenciais e a distância e as instâncias por ela responsáveis; seu currículo e o perfil dos licenciandos; a formação continuada e os modelos especiais de formação de professores; a carreira e os salários e suas implicações.

Para tanto, procura articular informações de muitas fontes, como as fornecidas pelo Ministério do Trabalho e pelos censos demográficos e da educação; as pesquisas sobre a formação docente e a estrutura curricular dos cursos de pedagogia e outras licenciaturas, o perfil dos licenciandos e a sua apreciação sobre esses cursos. Vale-se ainda de levantamentos sobre a carreira docente em estados e também em municípios.

 Seguem as principais constatações.

2. Quanto aos licenciandos (dados ENADE/Inep/MEC, 2005):

a) Os estudantes são majoritariamente do sexo feminino. As mulheres representam 92,5% dos alunos de pedagogia e 75,4% nas demais licenciaturas.

b) Trata-se de estudantes mais velhos. Menos metade (46%) está na faixa etária

adequada (18-24 anos) e quase outro tanto deles, acima da faixa.

c) O grupo majoritário (50,4%) concentra-se nas faixas de renda média (entre 3 a 10 salários mínimos), mas observa-se clara inflexão para a faixa de renda mais baixa, de 1 a 3 salários mínimos, (39,2%), o que pode ser interpretado como a profissão de professor ser um meio acessível para ascensão social de estratos de origem popular a carreiras mais qualificadas.

d) Apenas 26% declaram não trabalhar e ter os gastos financiados pelos pais. Entre os que trabalham, 43,3 % o fazem em tempo integral (40 horas semanais ou mais por semana), o que indica, uma reduzida disponibilidade para os estudos.

e) Se não há diferenças significativas entre os alunos de pedagogia e os demais licenciandos quanto à renda familiar, a bagagem cultural inferida pela escolaridade da mãe é maior entre os licenciados das áreas específicas de conhecimento.

f) Os licenciandos declaram raramente ler jornais, lêem poucos livros, freqüentam a biblioteca com freqüência não muito alta (46% deles) e a maioria tem acesso à internet (81,3%), utilizando-a principalmente para fazer os trabalhos do curso (92,6%).

g) 53% declaram ter optado pelo curso porque querem ser professores, mas 21% o escolheram para ter uma opção se não conseguirem exercer outro tipo de atividade. (Se eu fosse apostar, diria que a maioria desses 53% está mentindo…)

3. Formação dos docentes

Em face da exigência legal de formação em nível superior para todos os professores feita pela lei 9394/96, o lócus da formação inicial docente desloca-se integralmente para o ensino superior.

Nas Licenciaturas presenciais observa-se:

a) Uma expansão de cursos presenciais de licenciatura nos últimos anos: eles crescem 65% entre 2001 e 2006, porém as matrículas aumentam em ritmo muito mais lento: 39%.

Os cursos de pedagogia praticamente dobram no período (97%), mas as matrículas sobem apenas 37%.

b) A iniciativa privada detém a maior parte dos cursos e das matrículas, embora se note que o poder público vem se comprometendo mais com a formação de professores do que em décadas anteriores. As instituições superiores de educação públicas vêm exercendo um papel claramente redistributivo no país, de modo a assegurar oportunidades de formação docente nas regiões com economia menos dinâmica: nas regiões mais prósperas têm grande predominância a iniciativa privada nas matrículas: sudeste 87,4%, sul 77%; nas regiões menos prósperas, há predominância de matrículas nas instituições públicas: nordeste, 68,5%; norte, 73% (Sinopse Estatística da Educação Superior, 2006). São as IES estaduais, de criação relativamente recente, as que mais se têm encarregado desses cursos: IES federais 14,8%; IES estaduais 28,2%. A despeito do grande esforço de ampliação de vagas feito pelas instituições públicas, as matrículas nas privadas têm aumentado em proporções maiores, entre os motivos, pela maior oferta de vagas que oferecem no período noturno.

4. Os currículos das instituições que formam os docentes

Pelas pesquisas levantadas, verifica-se que as condições de formação de professores ainda estão bastante distantes de serem satisfatórias. Constata-se a ausência de um perfil profissional claro de professor. Os currículos não se voltam para as questões ligadas ao campo da prática profissional, seus fundamentos metodológicos e formas de trabalhar em sala de aula. Não se observa relação efetiva de entre teorias e práticas na formação docente:

a) os cursos de Pedagogia têm uma característica fragmentária e um conjunto disciplinar bastante disperso. Enquanto neles quase não se encontram disciplinas referentes aos conteúdos que devem ser ensinados na escola básica, nas demais licenciaturas prevalecem os conhecimentos da área disciplinar em detrimento dos conhecimentos pedagógicos propriamente ditos.

b) são poucos os cursos que promovem aprofundamento da formação na educação infantil.

c) os estágios, obrigatórios nas licenciaturas, constam das propostas curriculares sem planejamento e vinculação clara com os sistemas escolares e sem explicitar as suas formas de supervisão.

d) somem-se a essas características, a constatação, segundo os próprios licenciandos, de que os cursos são dados em grande parte à base de apostilas, resumos e cópias de trechos ou capítulos de livros, ficando evidente um certo grau de precariedade nos conhecimentos oferecidos. (Se os licenciandos percebem que isso é prejudicial ao processo de aprendizado, por que lêem tão pouco, vão tão pouco às bibliotecas e usam restritamente a internet?) (Ah, isso não é novidade para ninguém: http://g1.globo.com/Noticias/Vestibular/0,,MUL67000-5604,00-UNIVERSITARIOS+LEEM+POUCO+REVELA+ENADE.html )

6. Salário e planos de carreira.

Verificou-se quanto aos salários que:

a) O salário inicial do professor tem, no geral, tem sido baixo, quando comparado a outras profissões que exigem formação superior. Isso pesa sobre as características de procura desse trabalho, assim como sobre o ingresso e permanência na profissão.

b) A condição de remuneração de professores no Brasil é muito desigual, tanto nos diferentes níveis de ensino, como conforme a região e a dependência administrativa. Há regiões em que ela tem sido sistematicamente muito baixa, como no nordeste, mas, onde também a oferta de empregos é mais escassa; em estados e municípios economicamente mais desenvolvidos, os salários são um pouco melhores, mas não são nada competitivos no contexto de opções e desestimulantes diante do custo de vida.

c) De acordo com a PNAD 2006, a média salarial dos docentes da educação básica é de R$927,00, mas a mediana, ou seja, o ponto em que 50% dos professores recebem abaixo desse valor, é R$720,00.

d) Apenas poucos ganham acima de R$2000,00 e no nordeste, 60% ganham menos do que R$530,00. (Quanto ganha um coletor de lixo em Fortaleza??)

No que respeita aos planos de carreira observa-se que a maior parte dos planos adota como fator de progressão na carreira apenas o tempo de serviço ou mudança de função.

São poucos os estados que possuem carreiras mais complexas. Também, os planos de carreira de professores geralmente não oferecem estímulo à permanência na docência.

 ASPECTOS A CONSIDERAR QUANTO À VALORIZAÇÃO DA DOCÊNCIA

1- Qualidade da formação: básica e continuada

2- Formas de acesso e progressão na carreira

3- Implementação do estágio probatório previsto em lei

4- Desenvolver uma cultura do valor da profissão.

- No que concerne à formação de professores, uma verdadeira revolução nas estruturas institucionais e formativas e nos currículos dos cursos é necessária. É preciso integrar a formação em instituídos articulados e voltados a esse objetivo Ela não pode ser pensada a partir das ciências e de seus diversos campos disciplinares, como adendo destas áreas, mas a partir da função social própria da escolarização: ensinar às novas gerações o conhecimento acumulado e consolidar valores e práticas sociais coerentes com a vida civil.

- A importância dos professores para um país é também cultural e política, pois são eles que se encarregam dos processos de socialização e de formação cada vez mais prolongados por intermédio da escolaridade. Não obstante, a carreira e os salários dos docentes da educação básica não são atraentes nem recompensadores e a sua formação está longe de atender as necessidades e exigências feitas às escolas e seus profissionais.

- Considere-se que, embora seja corrente o discurso de que o aumento de salário não garante melhor qualidade, é preciso lembrar que carreiras pouco atraentes do ponto de vista salarial não se mostram atraentes entre as novas gerações e para aqueles que se consideram com melhores chances em outras áreas.

Quem quiser ter o Relatório completo, clica aqui: http://www.brasilia.unesco.org/noticias/ultimas/unesco-lanca-estudo-inedito-sobre-professores-brasileiros

Steller de Paula

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Pausa para Indicação Musical II

Ok. Dessa vez não vou surpreender ninguém.

Quando resolvi criar esse tópico no blog era pra colocar músicas e artistas que eu fosse descobrindo, ou que não fossem tão conhecidos, tão tocados. Mas dessa vez ninguém vai se surpreender. Pelo contrário, o post vem em homenagem à minha surpresa! Realmente me surpreendi com a trilha sonora da novela das oito da rede Globo. Como é boa a trilha sonora dessa novela! Sempre que paro diante da televisão sou surpreendido por uma boa música.

Dois pares de músicas chamaram muito a minha atenção, foram baixadas e são ouvidas repetidamente. “Migalhas”, da Simone e “Mar e Sol” da Gal Costa -  Lindas, lindas demais essas músicas! Extremamente poéticas e muito bem cantadas nas vozes das respectivas intérpretes. Para mim essas músicas ainda foram responsáveis por me lembrar da existência de Gal e Simone, pois há muito não as ouvia.

O outro par é formado por “Shimbalaiê”, da Maria Gadú e “Mais alguém”, da Roberta Sá. Duas intérprestes dessa nova e rica geração que realmente têm merecido destaque. Essas duas músicas não são melhores, na minha opinião, que as de Simone e Gal, mas são boas para apresentar as cantoras ao grande público.

“Quem começa um caminho pelo fim, perde a glória do aplauso na chegada. Como pode alguém querer cuidar de mim, se de afeto esse alguém não entende nada.”

Steller de Paula

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Acerca das Provas para Professor do Estado e da Prefeitura.

Ontem, domingo 01/11/2009, foi realizada a prova obejtiva do concurso para professor do Estado. Uma semana antes havia sido a do concurso para professor da Prefeitura.

Minhas considerações sobre ambas:

Não tive oportunida de fazer a prova para professor da Prefeitura de Fortaleza, mas, depois, consegui a prova e pude comprovar que a maioria das pessoas que fizeram a prova, daquelas com quem conversei, tinham razão: a prova não estava fácil e foi muito bem elaborada! Fiquei chateado por não ter feito, pois teria sido um ótimo desafio e uma boa avaliação, mas fiquei muito satisfeito com o nível da prova! Muitas das pessoas com quem conversei sobre essa prova não gostaram de enfrentarem uma prova tão difícil.

“Colocam uma prova com um nível alto desse, mas quando chegarmos lá vamos nos deparar com alunos de nível muito baixo.” “Uma prova difícil assim, para ganhar uma miséria?!”

Concordo que o salário é uma miséria. Há pouco houve uma prova para o TRT e um motorista ganharia R$ 4.000,00. O dobro de um professor formado. Por aí tiramos o valor que se dá à educação nesse país. Mas isso não quer dizer que tenhamos que ter professores desqualificados. Além disso, ninguém concorreu enganado. Todos que se inscreveram sabiam quanto ganhariam se aprovados. Acho que os professores devem, sim, ser muito qualificados e exigidos, pois, assim, o nível do ensino de base vai melhorar. Além disso, professores qualificados se valorizam mais. Quando tivermos nas escolas públicas uma maioria de professores muito bem qualificados, e mais que qualificados, interessados, éticos, responsáveis, os resultados aparecerão. Os resultados aparecendo, fica bem mais fácil cobrar melhores salários e receber o apoio da sociedade nessa cobrança. A educação tem que ser levada a serio a começar pelos professores, para chegar aos coordenadores e diretores, alcançar os governantes e contagiar a sociedade.

Tomara que os professores aprovados nesse concurso da Prefeitura consigam iniciar uma mudança significativa na qualidade do ensino público em nossa cidade, para que os números que citei em posts anteriores melhorem consideravelmente.

Já em relação à prova para professor do Estado, esta eu fiz. E estava muito fácil, até para quem não estudou; e não tinha redação, o que considero um equívoco. Ao menos haverá uma prova prática.

Vi muitos jovens fazendo o concurso, a grande maioria, pelo menos no local onde fiz. Isso me dá mais esperanças quanto às minhas expectativas de mudanças. Acho que será benéfica uma renovada no quadro de profissionais, a entrada de pessoas que ainda não foram completamente tomadas pelo pensamento de que o “sistema” é que prejudica a melhoria da educação, que a culpa é do “sistema”.

Ouço muito isso! A culpa é do sistema! E fico puto (com o perdão da palavra). Reconheço que as circuntâncias não ajudam e muitas vezes atrapalham. O modo como os alunos são avaliados no vestibular, a estrutura deficitária do ensino público em relação à do ensino particular, o desinteresse político etc, etc, etc… Mas quem faz o sistema são as pessoas que o compõem! Quando alguém coloca a culpa no “sistema”, está aderindo ao “sistema”, concordando com o “sistema”, reforçando o “sistema”, está mantendo o status quo. Por outro lado,  quando se têm professores mais atuantes, que não se acomodam e não se conformam com a estrutura do “sistema”, que lutam, enfrentam as dificuldades por acreditarem no seu trabalho, o “sistema” melhora, se modifica, mesmo que pontualmente. Não tenho um conhecimento muito profundo sobre essas duas escolas, mas vou citar o Adauto Bezerra e o Justiniano de Serpa. São duas escolas, das que visitei, que me surpreenderam positivamente, pela estrutura, pelo comportamento dos alunos, pela seriedade do trabalho realizado e pelos resultados obtidos. Se eu fosse aprovado no concurso, gostaria de trabalhar em uma das duas, ou em uma outra que quisesse seguir o modelo. Espero que os professores aprovados tenham uma mentalidade mais positiva, acreditem no seu trabalho e na mudança que a educação pode promover.

Também espero ser aprovado! rsrsrsrs….. Ainda que possa não assumir. Acho que por agora é isso. Quando o resultado sair, digo se a facilidade foi só uma impressão minha ou se confirmou.

Steller de Paula

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